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Compreender a taxa de inflação
Em 28 de Janeiro de 2008, o Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Económicos (INSEE) publicou o resultado dos seus cálculos relativos à inflação, em França, para o ano de 2007.
Entende-se por «inflação» a evolução ascendente dos preços no consumo, calculada para um determinado período.
(No caso em que a evolução dos preços seja descendente, falar-se-á de «deflação»).
Para o ano de 2005, a inflação tinha atingido uma taxa de 1,8%. Em 2006, ela atingiu 1,6%.
Segundo o INSEE, a taxa de inflação, para o ano de 2007, foi de 1,5%.
Este número é deveras surpreendente tendo em conta a forte subida dos preços dos bens de consumo (energia, produtos alimentares, rendas...) sofrida pelos consumidores franceses nestes últimos meses.
No entanto, a taxa de inflação do INSEE não está errada.
De facto, esta diferença explica-se pelo facto da taxa de inflação ser calculada para o conjunto do ano de 2007 e que os preços, bastante estáveis no primeiro semestre, só aumentaram no segundo semestre.
A média dos preços anual é, por isso, puxada para baixo sob influência dos preços do primeiro semestre de 2007.
No entanto, as rendas habitacionais foram, assim mesmo, marcadas por uma taxa de inflação de 3,2%.
Se quisermos ter uma imagem mais real da situação económica, pode recorrer-se à «variação homóloga»: ela permite constatar a progressão dos preços entre um dado mês e o mesmo mês do ano anterior.
Deste modo, o preço dos alimentos, que sofreu uma taxa de inflação de 1,4% no ano de 2007, aumentou de facto 3,1% entre Dezembro 2006 e Dezembro 2007.
De igual modo, sempre em termos de «variação homóloga», a média dos números mensais atinge 2,6%.
A taxa de inflação anunciada pelo INSEE é tranquilizadora, pois é inferior à dos anos anteriores, mas a «variação homóloga» é mais representativa daquilo que os consumidores franceses viram acontecer na sua carteira...




